Crônica: Todo cachorro quer ser jornalista
Quem dera tivéssemos cachorros interessados em estudar jornalismo. Teríamos em Jacobina mais uma categoria para somar nesta arte que tanto nos impressiona, a arte de escrever, a arte de ser diplomado jornalista.
Cachorros, pra começar, não abanam o rabo para o primeiro que pagar mais, cachorros não babam para o primeiro que surgir com uma patente maior e um pedaço de pão na mão, cachorros são fieis aos donos e não trocam de proprietários por um simples estalar de dedos. Das suas inúmeras qualidades, existe também o reluzir de olhos, aquele que resplandece toda vez que ele quer mostrar sua sinceridade. O cachorro é um animal tão respeitado e admirado que faz com que grupos de pessoas se unam no intuito de protegê-los. Seus passeios, são feitos em grupo, mostrando acima de tudo a amizade "O que um conseguir, os outros conseguirão" ou "Se não tiver comida para todos, ficaremos com fome", e essa qualidade faria com que a classe de jornalistas se tornasse mais unida, creio que até a sede tão sonhada, sairia do papel.
O cachorro, ao se tornar jornalista, saberia, devido ao instinto, quais eram os profissionais com caráter (que é a grande maioria) e latia para os enojáveis.
Oxalá quisessem os cachorros serem jornalistas, porém, como em qualquer ser vivente, teria pelo menos um defeito, e, seria em comum com os jornalistas humanos e impuros: não larga o osso por nada nesse mundo. Fonte: Rota 324.
| Eles (os cachorros), tanto quanto muitos jornalistas de caráter,
não usam do falso moralismo para enganar as pessoas.
Comentário Inicial : Rogério Alves
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário